Índices das 137 cartas de S.F. Xavier


Índices das 137 cartas de São Francisco Xavier

Índice
Itens das cartas – estudos
Ano
Destinatário
Local de envio
data
01

A João de Azpilcueta
Paris
25 de Março
1535
1-3.
Amor e gratidão a seu irmão penúria em que se encontra.
4-5.
Vinda do padre Fr. Vear e delações levantadas contra si.
6-7.
Defende, louva e recomenda mestre Inácio.
8.
Anuncia a viagem de Inácio a Almazán e aconselha a servir-se dele para lhe mandar dinheiro para Paris.
9.
Fuga de seu primo e heresia em França.

1539
02
Declaração dos primeiros jesuítas sobre o voto de obediência
 Roma
15 de Abril 

1540
03
Determinação da Companhia de Jesus,
Roma
4 de Março
04
Declaração, voto, votos,
 Roma
15 de Março
1.
Declaração de Xavier acerca das Constituições da Companhia de Jesus. 
2.
Voto para a eleição do Superior Geral.
3.
Os seus votos religiosos simples.
05
Aos Pe. Inácio de Loyola e Pedro Codácio,
Bolonha
31de Março.
1.
Alegra-se com as cartas recebidas dos companheiros no dia de Páscoa e promete escrever frequentemente e ao modo como lhe indicam. 
2.
Benevolência do cardeal Bonifácio Ferreri para com Xavier e a Companhia de Jesus nascente.
3.
Fervor do Embaixador português e da sua comitiva durante a viagem.
4.
Manda consolar em seu nome a senhora Faustina Ancolina pelo assassínio de seu filho.
5.
Trabalhos pastorais em Bolonha.
06
Aos Pe. Inácio de Loyola e Nicolau Bobadilla,
 Lisboa
 23 de Julho
1.
Viagem para Portugal. Fervor religioso do Embaixador e da sua co­mitiva. Confissões. 
2.
Perigos que passou um cavaleiro ao atravessar um rio.
3-4.
Simão Rodrigues recupera da febre quartã à chegada de Xavier. Disposições de muitos para o serviço de Deus.
5.
Conversa dos Padres com o Rei e a Rainha, aos quais informam sobre a nascente Companhia de Jesus.
6.
Recomendam aos Padres que confessem os moços fidalgos da corte.
7.
Alguns procuram reter os Padres em Portugal.
8.
Os Padres procuram companheiros aptos para a missão na Índia. Esperanças que têm.
9.
Preparam-se para começar a pregar.
07
Aos Padres Inácio de Loyola e Pedro Codácio,
 Lisboa
 26 de Julho
1.
Pede o Breve de confirmação da Companhia de Jesus e o manualzito dos «Exercícios Espirituais» para os mostrar ao Rei. Grandes desejos do Embaixador de receber cartas dos primeiros companheiros jesuítas.
2.
Os Padres dão Exercícios Espi­rituais a algumas pessoas e preparam outras para isso.
3.
Vejam em Roma se Francis­co de Estrada deve fazer os estudos em Coimbra. Oportunidade de ali fundar Colégio e noutros lugares alguma Casa própria.
4.
Incertezas da partida para a Índia.
5.
Pede, contudo, alguns poderes e instruções para agregar companheiros na Índia.
08
A Martin de Azpilcueta,
Lisboa
28 de Setembro  
1.
Agradece cartas recebidas.
2.
Deseja informar o doutor por palavra sobre o Instituto da Companhia de Jesus.
3.
Recomenda-lhe o portador da carta.
09
Aos Pe. Pedro Codácio e Inácio de Loyola
Lisboa
22 de Outubro
1.
Cresce o número de companheiros em Lisboa.
2.
Trabalhos sacer­dotais.
3.
O Rei envia cartas de recomendação da Companhia ao Papa e ao seu Embaixador em Roma. 
4.
Pede um rescrito para que o candidato M. G. Medeiros possa receber ordens sacras fora de têmporas e também para ele mesmo poder conceder, a seis clérigos, licença de rezar pelo novo Breviário. Urge o envio do Breve respeitante à Índia.
5.
Dos estudantes que irão estudar em Paris e da fundação de colégio em Coimbra.
10
A Martin de Azpilcueta,
Lisboa
4 de Novembro
1-2.
Felicita-o pelas suas boas obras e magistério e anima-o a perseverar. Promete escrever ao Prior de Roncesvalles.

1541
11
Aos Pe. Inácio de Loyola e João Coduri,
 Lisboa
18 de Março
1.
Alegra-se do bom estado da Companhia e dos trabalhos dos compa­nheiros.
2.
O Rei decidiu erigir duas casas da Companhia em Portugal.
3.
Sua próxima partida para a Índia com dois companheiros.
4.
Louvores ao novo Vice-rei da Índia que o acompanha.
5.
Esperanças de muitas conversões. 
6.
Pede instruções para o modo de proceder com infiéis.
7.
Intercâmbio de correspondência. Mostras de zelo apostólico do Rei.
8.
Frequência de sacramentos na corte.
9.
Espera encontrar-se com os companheiros só na outra vida.
12
Aos Padres Cláudio Jaio e Diogo Laínez,
Lisboa
18 de Março
1.
Impossibilidade de o Rei de Portugal contribuir para a construção da casa da Companhia de Jesus em Roma, por causa da guerra com os mouros.
2.
Pessoas que poderiam interceder junto dele para conseguir essa esmola.
3.
Cartas que convém escrever a D. Pedro de Mascarenhas e ao Rei de Portugal.
4.
Possível ordenação sacerdotal de Francisco Mansilhas.
5.
Missas oferecidas pelo cardeal Gui­diccioni.
6.
Deseja saber se alguns amigos entraram na Companhia.
7.
O Padre Araoz e outros que poderiam ir para a Índia.
8.
Pede graças espirituais e cartas cheias de notícias.

1542
13
Aos seus companheiros residentes em Roma
Moçambique
 1 de Janeiro
1.
Moléstias da viagem por mar.
2.
Xavier encarrega-se da assistência espiritual aos doentes e moribundos e os companheiros da corporal.
3.
O Governador mostra-se amigo dos três companheiros e dá-lhes esperanças de grande fruto entre os gentios.
4.
Xavier põe toda a esperança das suas poucas forças em Deus e pede novos missionários.
5.
Pregações a que se dedica. Louvores ao Governador.
6.
A fraqueza impede-o de escrever mais.
14
Doutrina cristã (Catecismo breve),
Goa
Maio 
15
Aos seus companheiros residentes em Roma,
Goa
20 de Setembro
1.
Lembra as primeiras cartas que já escreveu. Escreve agora mais longa­mente como prometera.
2.
No alto mar. Trabalhos pastorais.
3.
Na ilha de Mo­çambique: cuidado dos doentes, confissões, pregações.
4.
Adianta-se na viagem com o Governador, ficando os companheiros para tratar dos doentes.
5.
A Goa cristã.
6-8.
Paragem em Melinde: conversas com maometanos.
9-11.
Na ilha de Socotorá, com cristãos doutros ritos: seus sacerdotes indígenas, ritos, jejuns, oposição aos maometanos. Deseja ficar ali e o Governador não consente.
12-13.
Naufrágio da nau principal já perto de Goa. Começo de vida sacerdotal na cidade.
14.
Próxima partida para o Cabo de Comorim com alguns clérigos indígenas, esperando lá pelos companheiros.
15.
Trabalhos da vida missionária e correspondentes consolações. Pede instruções sobre o modo de proceder e notícias. Sente-se instrumento inútil. Conclusão.
16
Ao Padre Inácio de Loyola,
Goa
20 de Setembro
1.
Fundação do colégio de Goa, sua importância e nome. Sua igreja em construção. Rendas.
2.
Esperanças que tem no colégio para a conversão da Índia. Apoio do Governador.
3.
Gratidão que merece.
4.
Natureza e finalidade do colégio, jesuítas que o Governador vai pedir por intermédio do Rei e privilégios que pretende obter da S. Sé para a sua igreja.
5.
Qualidades dos da Companhia que te­nham de vir para Índia: selectos, de boa saúde e de idade não avançada variedade de ministérios que os esperam.
6.
Acima de tudo há necessidade de um pregador para os fiéis, missionários para os infiéis e professores para o colégio. Privilégios e indulgências a pedir à S. Sé, devidamente confirmadas por Bulas.
7.
Pede a Inácio que escreva ao Governador e lhe consiga algumas graças da S. Sé.
17
Ao Padre Inácio de Loyola,
Goa
20 de Setembr
1.
O Governador pede graças para a Índia.
2.
Indulgências para a festa de S. Tomé, patrono da Índia.
3.
Para os doentes e para os que os tratam.
4.
Para os que visitarem em determinados dias os santuários de Nossa Senhora.
5.
Para a Irmandade da Misericórdia.
6.
Faculdade para que os Vigários do Bispo possam ad­ministrar o sacramento da Confirmação, pela distância que há duns lugares a outros.
7.
Poder-se trasladar a Quaresma para os meses de Junho e Julho.
8.
(Ps)Deseja notícias do colégio de Coimbra.
18
Licença para rezar o Breviário novo,
Goa
21 de Setembro
19
Ao Padre Inácio de Loyola,
Tuticorim
28 de Outubro
1.
Lembra a carta que escreveu de Goa.
2.
Situação dos cristãos na Costa da Pescaria: batismo de crianças e catequese de jovens.
3.
Feliz parto duma mulher depois de aceitar o batismo, que desencadeia conversões e batismos em massa no lugar.
4.
O Governador continua a proteger os cristãos: louvor que merece do Papa e de Inácio.

1544
20
Aos seus companheiros residentes em Roma,
Cochim
15 de Janeiro
1.
Cartas que tem escrito.
2.
Entre os cristãos do Cabo de Comorim: sua ignorância religiosa, modo de os catequizar, tradução das fórmulas catequéticas em língua malabar.
3-4.
Instruções que dá aos domingos sobre os mandamentos e o credo.
5.
Assiduidade das crianças à catequese e desprezo a que votam os ídolos.
6.
Baptiza as crianças que nascem, catequiza jovens e adultos, envia as crianças da catequese a rezar os evangelhos sobre os enfermos em suas casas.
7.
Nos outros lugares segue o mesmo método.
8.
Ânsias de estimular o zelo dos doutores das universidades a irem para as missões converter pagãos. Trabalhos apostólicos e batismos até cansar os braços. Apoio do Governador às missões e amizade à Companhia de Jesus.
9.
O colégio para indígenas em Goa, confiado a Micer Paulo.
10.
Vícios dos brâmanes.
11.
Modo de agir com os brâmanes: disputas com eles sobre a imortalidade da alma e a cor de Deus fealdade dos seus ídolos respeitos humanos em converterem-se.
12.
Segredos doutrinais que lhe confia um brâmane.
13-14
Suas grandes consolações e alegrias. Missas pelo cardeal Guidiccioni
15.
Confiança na intercessão dos milhares de crianças que batizou e morreram na inocência.
21
A Francisco Mansilhas,
Punicale
23 de Fevereiro
1.
Deseja notícias, insiste nas recomendações que lhe fez e exorta-o à paciência.
2.
De certa quantia de dinheiro a restituir ao capitão
22
A Francisco Mansilhas,
Manapar
14 de Março
1-2.
Trate os indígenas como um bom pai aos seus filhos maus. Envia um vigilante que não deixe beber vinho de palma.
3.
Mateus que seja bom filho e os regedores do lugar que se emendem a sério.
4.
Baptize os recém-nascidos, catequize as crianças e reúna os adultos em oração e instrução aos domingos. Não deixe fabricar ídolos.
23
A Francisco Mansilhas,
Manapar
20 de Março
1.
Agradeça a Deus as consolações e missão que tem. Recomendação a Mateus. Desejo de certas informações. –
2-3.
Grande acontecimento se prepara para serviço de Deus. Procedimento a ter com toda a gente.
24
A Francisco Mansilhas,
Manapar
27 de Março
1.
Agradece notícias e anima à perseverança.
2.
Lamenta agravos feitos aos cristãos, e procura obter castigo para raptores de escravas.
3.
Trate bem Mateus, que é liberto.
4.
Indica algumas correcções a fazer na tradução do Credo.
5.
Recomenda os doentes e alegra-se de os cristãos já não beberem vinho de palma nem fabricarem ídolos.
25
A Francisco Mansilhas,
Manapar
8 de Abril
1.
Alegra-se do fruto conseguido.
2.
João de Artiaga demite-se da Com­panhia de Jesus, para trabalhar por conta própria.
3.
Diversas recomendações.
4.
Método a seguir nas visitas missionárias às povoações.
26
A Francisco Mansilhas,
Livar
23 de Abril  
1.
Deseja encontrar-se com Mansilhas. Espera o «pula» de Travancor. Estabelece reuniões para as mulheres e para os homens na igreja.
2.
Pede notícias de Artiaga. Ele encontra-se bem. Recomendações a Mateus. Deseja saber como vai a catequese às crianças.
27
A Francisco Mansilhas,
Nar
1 de Março  
1.
Alegra-se das boas notícias recebidas. Ele esteve com febre. Espera ain­da o «pula» de Travancor.
2.
Francisco Coelho envia dois guarda-sóis. Em breve se encontrarão.
28
A Francisco Mansilhas,
Tuticorim
14 de Maio  
1.
Mediador de paz para os indígenas.
2.
Anima Mansilhas a ter paci­ência e a trabalhar só o que puder.
3.
Troca de ajudantes com Mansilhas, insistência na construção da igreja local, recados vários, paciência com os cristãos sem deixar de castigar quando for preciso.
29
A Francisco Mansilhas,
Virapandyanpatanam
11 de Junho  
1
Encontra-se bem, pede notícias, que mande certas cartas ao capitão por pessoa segura, que não descure a catequese das crianças e o batismo dos recém-nasci­dos, que se dê bem com toda a gente e com as autoridades locais.
30
A Francisco Mansilhas,
Manapar
16 de Junho  
1.
Às notícias da invasão dos badegás e de muitos cristãos refugiados nos ilhéus da costa, parte com 20 barquitos em seu socorro e manda rezar as crianças.
2.
Manda Mansilhas tratar da construção doutra igreja em Combuturê e visitar vários povoados ao modo habitual.
3.
Encarrega ao catequista Manuel da Cruz algumas comunidades cristãs, com vigilância especial sobre a idolatria e a fidelidade às reuniões. Pede a Francisco Coelho que venha ter consigo.
31
A Francisco Mansilhas,
Manapar
30 de Junho  
1.
Não conseguiu chegar aos ilhéus para socorrer os cristãos ali refugiados. Procura esmolas para os outros despojados.
2.
Pede notícias da igreja a construir em Combuturê e das visitas missionárias aos povoados.
32
A Francisco Mansilhas,
Manapar
1 de Agosto  
1.
Louva a diligência de Mansilhas em olhar pelos cristãos.
2.
Visita aos cristãos perseguidos e recolha dos mais pobres em Manapar.
3.
Próxima visita a Punicale e proibição a António Fernandes e aos patangatins de instalar gente em Cael Velho.
33
A Francisco Mansilhas,
Manapar
3 de Agosto  
1.
Alegra-se da visita que fez Mansilhas aos cristãos perseguidos e sente a opressão em que vivem.
2.
Prepara protecção e defesa contra outros ataques aos cristãos.
3.
Aconselha pôr vigias nas aldeias para alertarem o povo a tempo de fugir.
4.
Pede papel para escrever e notícias de como está organizada a vigilância contra os assaltantes.
34
A Francisco Mansilhas,
Manapar
19 de Agosto  
1.
Receia novos ataques aos cristãos e pede a Mansilhas que não se ausente enquanto estiverem em perigo.
2.
O rei Iniquitribirim negoceia com o capitão por­tuguês a pacificação da região. Pede notícias de portugueses e cristãos apanhados nestas invasões.
3.
Ele tem recebido más notícias.
35
A Francisco Mansilhas,
Manapar
20 de Agosto 
1.
Poucos favorecedores das missões. Deus lhes dará a paga.
2.
Apoio a dar a um brâmane delegado dos badegás. Pede notícias e anima à missão.
36
A Francisco Mansilhas,
Punicale
29 de Agosto  
1.
Alegra-se das notícias recebidas e pergunta se a terra já está segura de incursões para o substituir por Francisco Coelho e enviá-lo a outra missão.
2.
Empenho por ajudar Artiaga. A vida que leva sem intérpretes. Terra livre de incursões de badegás.
37
A Francisco Mansilhas,
Alendale
5 de Setembro  
1.
Apreensões pelo desamparo dos cristãos em Tuticorim.
2.
Se for preciso, mandar embarcações para os tirar de lá.
3.
Deixa tudo ao parecer de Man­silhas.
38
A Francisco Mansilhas,
Alendale
5 de Setembro  
1.
Tristes notícias do capitão. Que Mansilhas e os patangatins lhe prestem imediato socorro.
2.
Também ele deseja ir em seu auxílio, mas teme que o capitão ainda o não queira ver.
3.
Que ao menos os que puderem, o ajudem.
39
A Francisco Mansilhas,
Trichandur
 7 de Setembro   
1.
Andando a visitar várias cristandades, recebe notícias de novas amea­ças aos cristãos do Cabo de Comorim.
2.
Carta do P. Francisco Coelho a pedir que vá em socorro desses cristãos.
3.
Iniquitriberim pede um encontro com ele.
4.
Parte ao seu encontro.
5.
Pede para trazer para lugar seguro os cristãos ainda refugiados nos ilhéus da Costa, e que não deixe de visitar os outros centros missionários.
6.
Pa­gamento aos catequistas. Pede notícias.
40
A Francisco Mansilhas,
Manapar
10 de Setembro  
1.
Alegra-se das notícias recebidas. Envia Francisco Coelho ao príncipe, sobrinho de Iniquitriberim, para conseguir víveres e protecção para os cristãos daquela região em perigo. Fala-se de nova guerra de Betebermal contra Iniquitriberim. – Espe­ra de volta Francisco Coelho para escrever novamente. Diversos encargos.
41
A Francisco Mansilhas,
Manapar
11 de Setembro  
1-3.
Problemas por causa de um criado do príncipe local, preso por um português em território do próprio príncipe.
4.
Pede a Mansilhas que verifique o que há sobre isto.
5.
Desgostado, deseja ir para a terra do Preste João.
42
A Francisco Mansilhas,
Manapar
12 de Setembro  
1.
O príncipe que mora em Tale favorece os cristãos e quer saber o nome dos adigares que lhes fizeram mal.
2.
Façam bom acolhimento e paguem bem ao enviado que o príncipe manda pacificar os adigares.
3.
Quer saber como está o caso do criado do príncipe, aprisionado por um português. Sem estar resolvido, não quer ir visitar o rei, que até acaba de fazer mais mercês aos cristãos.
4.
Pede ao capitão que não faça nem deixe fazer mais males aos gentios das terras do rei, pois ele é tão amigo.
5.
Escreva por mão própria o que tanto deseja falar em encontro pessoal. Se for coisa que possa remediar, adiará as próximas viagens, sendo preciso.
43
A Francisco Mansilhas,
Tuticorim
 20 de Setembro  
1
Pede substituição dum criado doente que lhe fazia a comida. Vai pedir ao rei que dê ordens aos adigares para tratarem bem os cristãos. Manda pagar salários aos catequistas.
44
A Francisco Mansilhas,
Manapar
10 de Novembro  
1.
Recebe recados que o obrigam a falar com o rei. O portador, Aleixo de Sousa, foi para Coulão aborrecido com os pulas. De caminho para o rei, irá visitando as cristandades.
2.
Pede que visite os cristãos de Tuticorim e diga ao chefe da pesca que exclua os pescadores que roubaram casas aos cristãos perseguidos.
3.
Na próxima visita ao rei não tem medo de passar por terras de perseguidores, pois até acha o mar­tírio mais proveitoso à missão.
45
A Francisco Mansilhas,
Cochim
18 de Dezembro  
1.
Batismos em Travancor a caminho de Cochim. Próxima viagem a pedir ao Governador protecção militar para os cristãos de Jafanapatão.
2.
Encontro com o Vigário geral que vai a Portugal. Notícias chegadas em cartas dos de Goa e dos de Portugal. Licenças para a ordenação sacerdotal de Mansilhas. Novos missionários da Europa já a caminho da Índia.
3.
Pede a Mansilhas que, à vinda para a orde­nação sacerdotal, visite os cristãos que deixou em Travancor, deixando lá catequeses organizadas.
4.
Um cristão malabar levá-lo-á a outra aldeia para batizar macuas que lhe pediram o batismo.
5.
Colaboradores que há-de trazer consigo para deixar em Travancor.

1545
46
A D. João III,
 Cochim
20 de Janeiro 
1-2.
Fim que Deus teve em dar ao rei de Portugal o império da Índia e contas que lhe há-de pedir.
3-4.
Elogio ao Vigário geral que vai a Portugal e necessi­dade de que volte para a Índia.
5.
O Bispo de Goa, embora de consumada virtude, tem já muita idade e necessita de ajudante.
6-7.
Pede mais exigência com os funcio­nários reais da Índia e mais autoridade e independência para quem esteja à frente do Padroado missionário.
8.
Não há proporção entre os meios destinados ao Padroado e aos outros interesses reais.
9-11.
Estado geral das missões em Ceilão, Goa, Cabo de Comorim e Cranganor. Necessidade de missionários jesuítas de que possa dispor para a Índia e Extremo Oriente.
12.
Espera morrer na missão.
46bis12
GRAÇAS E INDULGÊNCIAS QUE PEÇO PARA REMÉDIO DESTES MALES E DAS MUITAS ALMAS PERDIDAS QUE POR ESTAS PARTES ANDAM
47
P. Inácio de Loyola,
 Cochim
27 de Janeiro  
1.
Manda pedir ao Papa faculdades privilegiadas para celebrações no altar-mor do colégio e outras graças e indulgências já antes referidas.
2.
Qualidades físicas e espirituais requeridas para os missionários a enviar para a Índia. Dureza de clima, de meios e de perigos que os esperam. Rezem também por ele.
3.
Tem recebido poucas cartas da Europa e ainda não chegaram dois companheiros que vinham a ca­minho.
4.
Pede notícias e missionários.
48
Aos seus companheiros residentes em Roma,
Cochim
27 de Janeiro..
1.
Amor mútuo que vence distâncias pela lembrança e oração.
2.
Dez mil batismos no reino de Travancor só num mês. Método de preparação em massa.
3.
Martírio de cristãos na ilha de Manar. Vontade do Governador em matar o rei perseguidor e passar o reino ao príncipe, seu irmão, refugiado em Goa.
4.
Milagre no martírio dum príncipe doutro reino, que atraiu à fé seu irmão e muita outra gente.
5.
Três nobres convertidos em Macassar (Celebes), pedem missionários. Trabalho de Micer Paulo no colégio de Goa. O apoio e simpatia dos portugueses merecem mais missionários.
49
P. Simão Rodrigues,
Cochim
27 de Janeiro  
1.
Aconselha Simão a não ir para a Índia sem ter boa saúde.
2.
Diogo Fernandes está muito contente no colégio de S. Paulo.
3.
Ele e Mansilhas encomen­dam-se às orações de todos os da Companhia de Jesus.
4.
Insta que lhe escrevam. As cartas que escreve para Roam podem lê-las todos, menos a que escreve a Inácio.
5.
Indulgências a pedir ao Papa por intermédio do Rei.
6.
Mandem muitos companhei­ros para a Índia. Desejaria ver lá também Simão.
7.
Não lhe aconselha a mandar amigos para cargos reais na Índia.
8.
Elogia o Vigário Geral, que vai a Lisboa tratar de assuntos do Padroado missionário, e mostra a necessidade de que regresse à Índia.
50
Francisco Mansilhas,
Negapatão
7 de Abril  
1.
Desejaria mais falar que escrever a Mansilhas.
2-3.
Pendente da vontade de Deus se há-de ir ou não a Macassar (Celebes) onde desejam missionários.
4.
Exorta Mansilhas a percorrer continuamente os lugares de cristãos para adminis­trar sacramentos e animar catequeses.
5-7.
Recomendações sobre administração de dinheiros da missão e responsabilidade sobre novos sacerdotes indianos a ela destinados.
8.
Admoestações e ameaças a fazer ao capitão Cosme de Paiva para que se emende do mal que tem feito na região.
9.
Desliga Arteaga do serviço à missão e recomenda um possível candidato à Companhia de Jesus.
51
Ao Mestre Diogo e a Micer Paulo,
Meliapor
8 de Maio  
1.
A expedição contra Jaffna foi adiada até recuperar o carregamento duma nau aí aprisionada. Xavier, impedido de desembarcar na Costa da Pescaria, seguiu para o santuário de S. Tomé de Meliapor a pedir luz para possível missão em Malaca e Celebes.
2.
Mansilhas com os Padres indígenas fica no Cabo de Comorim, os novos jesuítas que vêm a caminho irão para Ceilão, Xavier espera embarcar para Malaca na primeira monção.
3.
Os novos jesuítas aprendam primeiro o português para se entenderem ao menos com os intérpretes. Voltará a escrever em Julho.

INTRODUÇÃO AOS ESCRITOS 52-81
52
Aos seus companheiros da Europa,
Malaca
10 de Novembro  
1.
Espera monção para ir a Macassar (Celebes). Actividades em Malaca. Recordações de S. Tomé e conversão alcançada aí dum mercador que traz consigo como companheiro de missão.
2.
Consolação pelas cartas de Roma e Portugal recebidas em Malaca.
3.
Distribuição dos três jesuítas que chegaram com D. João de Castro a Goa.
4.
Promete escrever mais longamente de Macassar e pede mais missionários.
53
Instrução para os catequistas jesuítas
Malaca
10 de Novembro
54
Aos seus companheiros residentes em Goa
Malaca
16 de Dezembro
1.
Más notícias recebidas, impedem-no de ir para Macassar e prefere ir para Amboino (Malucas). 2. Beira e Criminali irão para o Cabo de Comorim, onde Mansilhas os instruirá. Lancillotto ficará em Goa, professor no colégio de S. Paulo.
3.
Recomendações a Micer Paulo sobre a sua colaboração no colégio.
4.
Pede cartas e orações.
5.
Recomenda Simão Botelho a quem deve muitos favores em Malaca.

1546
55
Aos seus companheiros da Europa,
Amboino
10 de Maio  
1.
Providas de missionários as missões da Pescaria e Ceilão, resolve partir para Macassar (Celebes). Converte um mercador a deixar tudo e acompanhá-lo.
2.
Em Malaca espera o regresso dos primeiros missionários que dali tinham ido a Macas­sar. Trabalho pastoral na cidade.
3.
Como não chegam notícias de Macassar, resolve ir para Amboino (Molucas) onde encontra já 7 aldeias cristãs e uma armada portuguesa que tem de atender.
4.
Deseja ir a uma das ilhas mais perigosas, a que ninguém se atreve.
5.
Perigos em que se viu no mar até Amboino.
6.
Escreve a chamar para as Molucas dois companheiros entretanto chegados a Goa.
7-9.
Mouros e pagãos a converter e necessidade de mais missionários.
10.
Pede orações aos companheiros. Traz sempre consigo as assinaturas das cartas deles juntamente com a fórmula da sua profis­são religiosa.
11.
Costumes bárbaros das Molucas.
12.
Descrição da região: montes altíssimos, terramotos e maremotos, vulcões.
13.
Língua e escrita dos habitantes. Fez um catecismo em língua malaia.
14.
Cabrão raro que também dá leite.
15.
Notí­cias de possíveis cristãos ou judeus na China recebidas dos marinheiros portugueses.
16.
Rumores de que São Tomé foi à China e fez cristãos
56
Aos seus companheiros residentes na Índia,
Amboino
10 de Maio  
1.
Ordens que tinha dado na carta anterior, escrita de Malaca. Chegada a Maluco, trabalhos pastorais com duas armadas de espanhóis e portugueses que se encontram em negociações de paz na ilha, esperanças que se abrem entre indígenas.
2-3.
Mansilhas e Beira venham para as Molucas. os que vierem de Portugal vão para o Cabo de Comorim. tragam tudo o necessário para celebrar Missa.
4.
Micer Paulo obedeça em tudo aos responsáveis do colégio de S. Paulo, como ele faria.
5.
Recebam bem os frades Agostinhos que vão na armada espanhola aprisionada.
6.
Cada um dos que vêm para as Molucas traga um colaborador, sacerdote ou leigo.
57
A D. João III,
Amboino
16 de Maio  
1.
Ordens que tinha dado na carta anterior, escrita de Malaca. Chegada a Maluco, trabalhos pastorais com duas armadas de espanhóis e portugueses que se encontram em negociações de paz na ilha, esperanças que se abrem entre indígenas.
2-3.
Mansilhas e Beira venham para as Molucas. os que vierem de Portugal vão para o Cabo de Comorim. Tragam tudo o necessário para celebrar Missa.
4.
Micer Paulo obedeça em tudo aos responsáveis do colégio de S. Paulo, como ele faria.
5.
Recebam bem os frades Agostinhos que vão na armada espanhola aprisionada.
6.
Cada um dos que vêm para as Molucas traga um colaborador, sacerdote ou leigo.
58
Explicação do símbolo da fé,
Ternate
Agosto -Setembro  

1548
59
Aos seus companheiros residentes em Roma
Cochim
20 de Janeiro  
1.
Visita à ilha de Amboino, onde encontrou sete lugares de cristãos.
2.
Trabalhos sacerdotais com marinheiros portugueses e espanhóis entretanto chegados e em negociações de paz na ilha. Partida para a ilha de Ternate.
3.
Actividades com portugueses e cristãos nativos em Ternate.
4.
Partida para as perigosas ilhas de Moro, onde os cristãos ficaram sem missionários. Descrição da região e das gentes.
5.
Barbaridades da tribo dos tavaros. Vulcões, terramotos e maremotos.
6.
Efeitos da cinza dos vulcões.
7.
Segunda demora em Ternate.
8.
Regresso a Malaca com despedidas muito sentidas.
9.
Organização pastoral que recomenda ao vigário que fica.
10-11
Amizade do rei local e maus costumes que o impedem de se converter.
12.
Em Malaca, dá instruções missionárias a três jesuítas recém-chegados e envia-os para as Molucas.
13-14.
Intenso trabalho pastoral em Malaca antes de seguir para a Índia e desejo do povo que funde ali casa da Companhia de Jesus.
15-16.
Infor­mações esperançosas sobre o Japão e encontro com o primeiro japonês que lhe apresen­taram os marinheiros portugueses.
18-19.
Um mercador português prepara-lhe, por escrito, um relatório apurado sobre o Japão.
20-21.
A caminho da Índia, passa por uma das maiores tempestades da vida. Reação espiritual que lhe provoca.
22.
Amor transbordante pela Companhia de Jesus.
23.
As grandes demoras do correio entre o Oriente e a Europa.
60
Ao P. Inácio de Loyola,
Cochim
20 de Janeiro  
1.
Já que não pode tratar da sua vida espiritual com Inácio, pede que mande algum Padre espiritual que o ajude a ele e aos outros jesuítas.
2.
Para os portugueses, pede bons pregadores. para os gentios, missionários seguros.
3.
Urge as indulgências e faculdades já pedidas e desiste de mudanças da Quaresma.
4.
Irá ao Japão ele ou outros, e deixa superiores locais em todos os grupos de jesuítas.
61
A D. João III,
Cochim
20 de Janeiro  
1-2.
Cartas e informações mandadas ao Rei sobre o trabalho missionário em Malaca, Molucas e cristandades da Índia e Ceilão.
3-4.
Receio se há de escrever ou não ao Rei sobre certas coisas.
5.
O que se deixa de fazer na Índia por ciúmes e rivalidades entre os vários responsáveis.
6.
Concentrem-se mais poderes no Governa­dor e a ele só se peçam contas, com rigorosas ameaças se não zelar pelos interesses mis­sionários e do Reino como deve.
7.
Se o Governador fosse zeloso, num ano se poderia trazer ao cristianismo Ceilão e vários reinos do Malabar.
8.
Mas não tem nenhumas esperanças de remédio.
9.
Quanto menos apoio encontra na Índia, mais vontade tem de ir para o Japão.
10-12.
Pede muitos pregadores para continuar nas fortalezas portuguesas a catequese que ele fez nas Molucas, Malaca e noutros núcleos cristãos.
13-14.
Elogio ao Bispo de Goa, a quem injustamente têm caluniado por ocasião da morte de Miguel Vaz.
15.
Agradece os favores concedidos pelo Rei ao vigário de Cochim e seu sobrinho e pede alvarás para a respectiva requisição na Índia.
62
A D. João III,
Cochim
20 de Janeiro  
1-9.
Recomenda várias pessoas lembrando os méritos de cada uma ao Rei
10.
Pede o provedor da Misericórdia que se paguem em Lisboa três retábulos adqui­ridos pela igreja
11-12.
Pede uma provisão para a casa dos órfãos. que nas heranças deixadas à Misericórdia não intervenham os procuradores régios. que sejam válidos os testamentos em favor da Misericórdia feitos sem notários em tantos lugares dispersos
13.
Obras no hospital de Cochim
14.
Que aos Irmãos da Misericórdia, nas horas de serviço, não se obrigue a assistir ao conselho
15
Faça o bem que desejaria ter feito à hora da morte: juízo que o espera
63
Ao P. Simão Rodrigues,
Cochim
20 de Janeiro  
1-2.
Pede pregadores e missionários de virtude comprovada.
3.
Trabalhe por consciencializar o Rei das suas responsabilidades missionárias.
4.
Conselhos espiri­tuais para isso.
5-6.
Responsabilizar mais os Governadores pela obra missionária.
64.1
Instrução para os missionários jesuítas da Pescaria e Travancor,
 Manapar
Fevereiro
65
A Diogo Pereira,
Goa
2 de Abril  
1.
Não pode ir ter com Diogo Pereira, por ter de invernar em Goa.
2.
Envia dois jesuítas para Malaca.
3.
Que Diogo olhe pela sua consciência, que é a melhor riqueza.
4.
Recomenda-lhe um tal Ramirez.
66
Modo de rezar e salvar a alma,
Goa  
Junho/Agosto ?
1.
Benzer-se logo ao levantar.
2-3
Recitar o Credo e fazer uma profis­são de fé.
4-8.
Recitar os dez Mandamentos, pedindo depois graça para os guardar a um por um.
9-11
Pedir também perdão, a um por um, pelos que não tem guardado, propondo emendar-se.
12.
Vantagens para a eternidade.
13-14
Antes de deitar, exame de consciência e acto de contrição.
15-16
Dupla oração ao Anjo da guarda.
17-19
Orações a Deus Pai, a Nossa Senhora e a S. Miguel arcanjo de prevenção para o Juízo final.
20.
Misericórdia de Jesus no dia de Juízo.
21-22
Pecado ve­nial e pecado mortal e como se perdoam.
23.
Oração à vera-cruz.
24-27.
Ensinar os meninos a estar à Missa e a rezar de manhã e à noite.
28-30
Conselhos para a salvação. Rascunho de apontamentos dispersos para completar este regulamento.
67
Oração pela conversão dos gentios
Goa
Junho/Agosto ?
68
Ao P. Francisco Henriques,
Punicale, Cochim
22 de Outubro  
1.
Felicita-o pelos trabalhos suportados por Cristo.
2.
Envia Baltasar Nunes para o ajudar. Ele vai a Goa tratar de assuntos dos cristãos. Se o Superior da missão achar necessário, também pode ir a Goa tratar-se da saúde.
3.
Previne-o contra desânimos enganadores do demónio.
4.
Vai mandar Cipriano e Manuel de Morais para Socotorá.
5.
Espera de dia para dia os que vêm da Europa. Não sabe se já chegou a nau em que vem António Gomes.
69
Os Padres Fernandes, Xavier, António do Casal, João de Vila do Conde a D. João III, rei de Portugal,
Cochim
22 de Outubro  
1-6.
Em nome do Vice-rei D. João de Castro, moribundo, recomen­dam ao Rei a Manuel de Sousa Sepúlveda, Francisco da Cunha, D. Francisco de Lima, Vasco da Cunha, D. Diogo d’ Almeida, António Pessoa e Henrique de Sousa Chichorro.

1549
70
Ao P. Inácio de Loyola,
Cochim
12 de Janeiro  
1.
Necessidade que os missionários têm de orações, por viverem entre gente tão bárbara.
2.
Dificuldades de clima, de alimentos, de perigos físicos e morais, em que não tem faltado a ajuda de Deus e a boa aceitação da gente.
3.
Virtudes reque­ridas nos missionários que se mandem para o Oriente.
4.
Necessidade de um reitor amável e competente para o colégio de Goa.
5.
A Companhia de Jesus é Companhia de amor e não temor.
6-7.
Não vê que entre os indianos possa recrutar gente que dê continuidade ao cristianismo e à Companhia de Jesus sem os missionários estrangeiros. Dificuldades para isso
8-10.
Mas muitas esperanças no Japão, para onde está deter­minado a partir.
11.
Utilidade dos colégios na Índia e esperanças que põe na possível ida de Simão Rodrigues para a Índia, com muitos missionários.
12.
Pede uma ins­trução espiritual de Inácio que ajude a todos e elogia a ação inculturada do P. Henri­que Henriques na sua Missão.
13-14
Méritos de Fr. Vicente OFM na formação dos «cristãos de S. Tomé». Ajudas e indulgências que pede.
15-16
Pede que celebrem por ele uma Missa onde foi crucificado S. Pedro e outras orações. Escreve de joelhos.
71
Ao Pe. Inácio de Loyola,
Cochim
14 de Janeiro  
1.
Cartas que escreveu. Índole dos indianos. Trabalhos com os cristãos.
2.
Clima, comida, língua e perigos de morte na Índia.
3.
Qualidades requeridas nos missionários que enviarem para a Índia.
4.
Missões jesuítas espalhadas pelo Oriente. O P. Criminali.
5-6
Destino de Cipriano para Socotorá e de Lancillotto para Cou­lão. Esperanças na possível vinda de Simão Rodrigues para a Índia.
7.
Poucas espe­ranças na cristianização dos indianos, muitas na dos japoneses.
8.
Os três japoneses convertidos.
9.
A religião dos japoneses, segundo um deles.
10.
Próxima viagem ao Japão com Cosme de Torres e seus perigos.
11.
Frei Vicente e o seu colégio de Cranga­nor.
12.
Modo de escrever dos japoneses. Escreve de joelhos e pede orações.
72
Ao Pe. Inácio de Loyola,
Cochim
14 de Janeiro  
1.
António Criminali é superior da Missão do Cabo de Comorim, muito estimado pelos companheiros e pelos cristãos.
2.
Cipriano, apesar da idade, vai fundar Missão em Socotorá com três jesuítas.
3.
Lancillotto é superior da Missão de Coulão, e está a construir um colégio. Deseja que Simão Rodrigues venha para a Índia com mais companheiros e poderes especiais do rei a favor das missões.
4.
Maneira de escrever dos japoneses. Envia um relatório do japonês Anjirô. Parte em breve para o Japão.
73
Ao Pe. Simão Rodrigues,
Cochim
20 de Janeiro  
1.
Louva os missionários jesuítas recém-chegados e começa a dispor deles. –
2.
Pede que venha o próprio Simão Rodrigues com muitos mais, com as devidas qua­lidades.
3-4.
O Japão e a sua próxima partida com Cosme de Torres. Informações sobre esse país.
5-6
Abertura de nova missão em Socotorá e maneira de libertar dos mouros a ilha.
7.
Jesuítas que não fazem muita falta na Europa fariam muito fruto nas missões. Na Índia não se formam jesuítas.
8-9.
Louva o colégio dos franciscanos em Cranganor e pede indulgências para as suas igrejas.
74
Ao Pe. Simão Rodrigues,
Cochim
20 de Janeiro  
1.
Alegria pela vinda de António Gomes e dos outros que estão já a tra­balhar com muito fruto.
2.
Necessidade de missionários sobretudo em Ormuz e Diu.
3.
Motivos da próxima expedição missionária ao Japão e posteriormente à China. Esperanças de que venha Simão Rodrigues com muitos outros jesuítas para o Oriente.
4.
Destino de Cipriano a Socotorá e de Manuel Vaz a Goa.
5.
Espera que venha Simão Rodrigues e envia-lhe cartas dos companheiros.
75
Memória para o P. Pedro Fernandes Sardinha,
Cochim
20 de Janeiro 
1-3.
Que o Rei envie pregadores para as fortalezas da Índia e o P. Simão Rodrigues munido de jurisdição superior às autoridades locais no que toca à defesa dos cristãos. Se não vier Simão Rodrigues, que o Bispo tenha esses poderes 
4.
Que os tributos da Pescaria sejam cobrados pelo feitor real e não pela força naval. Lembrança, para o Vigário geral, das coisas que há-de negociar com o Rei para bem dos cristãos da Índia1
76
Ao Pe. Simão Rodrigues,
Cochim
25 de Janeiro  
1.
Recomenda-lhe o soldado João Garro.
2.
Apesar de os portos da China estarem apostados contra os portugueses, irá ao Japão.
77
A D. João III,
Cochim
26 de Janeiro  
1.
Elogio de Fr. João de Vila do Conde. Maus tratos dos cristãos pelos funcionários régios.
2-3.
O rei de Ceilão tão favorecido e tão inimigo da fé.
4.
Recomendação do Bispo dos cristãos de S. Tomé Jacob Abuna, já velhinho.
5.
Severa admonição ao Rei.
78
Ao Pe. Simão Rodrigues,
Cochim
1 de Fevereiro  
1.
Recomenda os dois portadores da sua carta e da do P. Francisco Pérez
2.
Com uma grande confiança em Deus não teme quaisquer perigos da viagem ao Japão. –
3.
Pede informações pelos mesmos portadores e indica o modo de fazer chegar as cartas ao Japão.
79
Ao Pe. Simão Rodrigues,
Cochim
2 de Fevereiro  
1.
Trabalho frutuoso de António Gomes e seus companheiros.
2.
Deseja que venha Simão Rodrigues com mais jesuítas para a Índia. Mais necessária a virtude que a ciência nos missionários.
3.
Pede que venha com suficientes poderes do Rei para defender das autoridades locais os cristãos. Traga também meios de criar orfanatos para crianças portuguesas sem família.
4.
Informações sobre o Japão aonde pensa ir com o P. Cosme de Torres. Com a vinda doutros missionários já não faz falta na Índia.
5.
Informações sobre a China, aonde pensa ir depois.
6.
Elogio e assunto do vigário de Cochim. 
7.
Pede vinho de Missa para os missionários.
8.
A ilha de Socotorá para onde vai enviar o P. Cipriano com dois Irmãos.
9.
Distribuição de encargos a Manuel Vaz, António Gomes e Gaspar Barzeu em Goa.
10.
Situação religiosa de Baçaim e apostolado dos franciscanos.
11.
O Colégio de Goa é entregue à Companhia de Jesus. Pede ao Rei que confirme a entraga.
12-13.
Frei Vicente pede jesuítas para o colégio de Cranganor e indulgências do Papa para duas igrejas.
14-15.
Pede ao Rei certos favores para Estêvão Borralho e licença para Frei António do Casal regressar a Portugal.
16.
Bom trabalho de Lancillotto em Coulão onde se pensa fundar um colégio.
17.
Fruto que seguiria à vinda de Simão Rodrigues para a missão.
18.
Bom trabalho dos jersuítas em Malaca e nas Molucas.
19.
Próxima expedição ao Japão.
20.
Notícias do Cabo de Comorim e da morte do Irmão Adão Francisco.
21.
Vai a Baçaim encontrar-se com o Governador para tratar de um colégio para portugueses e indígenas nas Molucas e de outro para japoneses.
22.
Boa aceitação dos jesuítas na Índia. Anima Simão Rodrigues a vir com muitos mais.
80
Instrução para o Padre Barzeu  
 Goa
princípios de Abril
1.
Olhe primeiro por si mesmo.
2-4
Comece por trabalhos humildes: catequese, apostolado no hospital, visitas aos presos.
5.
Canalizar esmolas para a Misericórdia e reservar-se só a ajuda espiritual.
6-7
Portar-se bem com todos, para que nada nos possam apontar quando forem nossos inimigos. 8. Exame frequente de consciência.
9.
Pregações práticas e não teóricas.
10.
Repreensões em privado e não na pregação. –
11.
Preparar as pessoas para a confissão e para a penitência, antes de as confessar.
12-13
Na confissão ser bondoso, compreensivo e ajudar as pessoas a libertar-se da vergonha de confessar. –
14.
Como remediar pro­blemas de fé acerca da Eucaristia e sacramentos. 
15.
Modo de tratar problemas de roubos e restituições.
16-18.
Maneiras de manter boas relações com o vigário local e outros sacerdotes, e com o capitão da cidade.
19-20.
Sem descuidar o apostola­do com infiéis, dar preferência ao trabalho com os fiéis: pregação, catequese.
21.
Manter os de Goa informados do trabalho missionário. 
22.
Estudar o ambiente e problemas da cidade com pessoas locais de confiança. –
23.
Manter vivos certos cos­tumes de piedade popular. 
24.
Trato afável com as pessoas e atenção a candidatos à Companhia de Jesus.
25.
Convocar a gente para a pregação e catequese.  
26.
Divulgar o manualzito de orações. –
27-28
Maneira de formar e dirigir espiri­tualmente os candidatos a jesuítas.
29.
Maneiras de preparar as pessoas contra as tentações. 
30.
Como levar à razão ou ao temor os mais recalcitrantes.
31.
Diferença de trato espiritual com os que andam afastados e com os que já estão em bom caminho.
32-33
. Informar-se bem da corrupção que existe nos negócios e no exercício da justiça, para saber como combatê-la. –
34.
Duração da missão em Or­muz e correspondência a manter com os de Goa e os do Oriente.
35.
Pregação de experiência da vida e da Escritura e não de teorias. –
36-37.
Viver só do salário do Rei e manter desprendimento económico de outra gente para ser livre no apostolado. Ler esta instrução mais vezes.
81
Instrução para o Padre Paulo  
 Goa
entre 7 e 15 de Abril
1.
Exorta-o a bom entendimento com todos e nomeia-o superior da Comunidade.
2.
António Gomes ficará a Diretor e administrador do colégio.
3.
Harmonia entre os dois.
4-5
Provedor de todos os missionários.
6-7.
Modo de lhe fazer chegar ao Japão informações regulares.
8-9.
Não remova nenhum missionário dos lugares onde estão.

INTRODUÇÃO AOS ESCRITOS 82-100 (JAPÃO)
82
Instrução para o Padre João da Beira com os seus companheiros,
Malaca
20 de Junho
1.
Os que envia às Molucas darão notícias.
2.
Ele, mais dois jesuítas e três japoneses, vão para o Japão.
3-4
Para as Molucas, um vai para ficar em Ternate, os outros para se juntarem a João da Beira. – 5. Cartas a escrever para Por­tugal, Roma e Índia.
6.
Cartas para Goa e para o Japão, mandem-nas através dos de Malaca.
7.
Despedir da Companhia de Jesus quem se porte mal ou quem não obedeça.
8.
Se acontecer a morte de João da Beira, ficará a Superior da Missão o Padre Afonso.
83
A D. João III,
Malaca
20 de Junho
1.
O que Deus lhe fez sentir da sua viagem ao Japão.
2.
O grupo de companheiros que leva consigo.
3.
O bom acolhimento que lhes fez o capitão de Malaca e a generosidade com que os forneceu de tudo para esta expedição missionária.
4.
Pede ao Rei que o recompense. –
5.
Recomenda-lhe que se prepare a tempo para a hora da morte.
84
Aos Padres. Paulo Camerte, António Gomes e Baltasar Gago,
Malaca
20 / 22 de Junho
1.
Boa viagem de Cochim a Malaca. –
2.
Disponibilidade do capitão de Malaca em preparar-lhes viagem para o Japão. –
3.
Festa da Missa nova de Afonso de Castro. –
4-5
. Pede notícias regulares de todos os jesuítas da Índia, para os do Japão e das Molucas e indica a maneira de as fazer chegar. Pede orações. –
6.
Recados que ve­nham para uma rainha das Molucas e para Baltasar Veloso. –
7.
Instrução a António Gomes. –
8.
Outras instruções. Estejam preparados para o Japão. –
9.
Boas relações e colaboração com o Bispo. –
10-11
. Destino dos pregadores que venham de Portugal e obrigações com os portugueses. –
12.
Necessidade duma casa em Coulão para os mis­sionários dispersos. –
13.
Encargos a Baltasar Gago. –
14.
Encargos a António Gomes. –
15.
Mais notícias animadoras que chegam do Japão. –
16-18
. Elogios ao trabalho de Francisco Pérez e de Roque Oliveira em Malaca. Afonso de Castro irá fazer o mesmo nas Molucas. –
19.
Jesuítas que é preciso mandar para Malaca, a substituir dois que vão completar formação em Goa.
20.
Cargos confiados a Lancillotto, António Gomes e Micer Paulo.
85
À Companhia de Jesus na Europa,
Malaca
22 de Junho  
1.
Cartas de todos enviadas em Janeiro. –
2-4
Partida da Índia para o Japão e elogio dos companheiros japoneses que leva consigo.
5.
Notícias dum príncipe japonês que deseja missionários. –
6.
Como os portugueses difundiram entre os japone­ses o costume de servir-se de cruzes para espantar demónios das casas. –
7-8.
Disposição dos japoneses para receber a fé e firme determinação de lha ir anunciar. –
9.
Falará ao Rei e aos letrados. –
10-12
Posta a sua esperança na graça e favor divinos. –
13-14
Motivações de confiança contra todos os perigos nas missões. –
15-18
Os bonzos: seus mosteiros, meditações, pregações e ditos.
86
Ao P. Simão Rodrigues,
Malaca
23 de Junho  
1.
Deseja um Superior experimentado e capaz para governar o colégio de Goa e todos os jesuítas dispersos pelas missões.
2.
Pede pregadores para os portugueses e missionários que sejam virtuosos embora não letrados.
3-4.
Elogia Francisco Pérez e pede notícias dos jesuítas da Europa.
5.
Escreverá quando chegar ao Japão para o tentar a ir também para lá.
87
A D. João III,
 Malaca
23 de Junho  
X
Recomenda encarecidamente Eduardo Barreto, feitor de Malaca.
88
Aos Padres. Paulo Camerino e António Gomes,
 Malaca
23 de Junho  
1-3.
Casamento de um amigo com uma órfã benfeitora, planeado por Xavier, para o qual pede diligências em Goa.
4-6.
Coisas concretas a resolver e mo­tivos para se empenharem nisso.
89
Instrução ao noviço João Bravo,
Malaca
23 de Junho  
1-4.
Tempo e método de meditar a Vida de Cristo com renovação dos votos.
5-6.
Exames de consciência e meios de emenda.
7.
Abnegação de si mesmo.
 8.
Obediência.
9.
Modo de haver-se nas tentações
90
Aos seus companheiros residentes em Goa,
Kagoshima
5 de Novembro 
1-4.
Navegando para o Japão.
5.
Um que se salva e outro que se afoga.
6-10.
As do Diabo; desconfiança e pusilanimidade; esperança
11.
Última etapa da navegação.
12-18
Costumes, virtudes e vícios dos japoneses e dos bonzos e bonzas.
19
Conversa com o bonzo Ninjitsu.
20-37
Conselhos espirituais - confiança em Deus.
38-41
Recepção no Japão. Fervor de Paulo de Santa Fé. Dificuldade da língua.
42-44
Necessidade de conhecer a língua. Miseri­córdia de Deus e consagração a Ele.
45.
Os japoneses.
46-47
Os bonzos.
48.
Mo­tivo de ir ao Japão.
49-52
Confiança em Deus e nos Santos no meio dos perigos. Pede orações.
53-57
Miyako e as universidades do Japão. Perspectivas e planos.
58.
O duque de Kagoshima, protector da lei cristã.
59-60
Mútuo amor fraterno.
91
Aos PP. Gaspar Barzeu, Baltasar Gago e Ir. Domingos Carvalho,
Kagoshima
 5 de Novembro
1
Ordem de os três partirem para o Japão. Durante a viagem, Barzeu será o superior do grupo.
92
Ao P. Paulo Camerino,
Kagoshima
5 de Novembro
1.
Deseja notícias de todos os jesuítas que vão chegando da Europa e dos que já trabalham no colégio e nas missões da Índia. No colégio dêem formação mais esmerada aos alunos japoneses e chineses.
2.
Como distribuir os jesuítas que forem chegando, segundo as suas capacidades. Recomendações a vários benfeitores e amigos. –
3.
Os que trabalham no colégio, catequizem também nas igrejas da cidade. –
4.
Acolhimento a prestar aos bonzos japoneses que vão visitar a Índia.
93
Ao Pe. António Gomes,
Kagoshima
5 de Novembro
1
Tenha especial cuidado de si mesmo.
2.
Cartas que deseja. Urja a partida dos novos missionários para o Japão.
3-4.
Para que não se alterem as suas ordens, manda em virtude de obediência que enviem os que designou e indica quem os substitua em caso de morte.
5-7.
Negócios que podem interessar os mercadores por­tugueses a trazerem os missionários ao Japão.
8-10.
Melhor época para a navegação. Inconvenientes de qualquer demora na China.
11.
Comunicar as notícias do Japão também aos missionários dispersos pela Índia. Recados diversos.
12.
Recomenda os bonzos japoneses que vão visitar a Índia. Amor ao senhor Bispo e Vigário geral.
13.
Procure ser amado. Dê catequese à gente simples. Conte-lhe alguma coisa da sua vida interior.
94
A D. Pedro da Silva,
Kagoshima
5 de Novembro
1.
Chegada ao Japão e bom acolhimento pelo povo. –
2-3.
Primeiras conversões por apostolado de Paulo (Anjirô) e esperanças que se abrem.  
4.
À espera de monção para ir à capital, cidade enorme como Lisboa. –
5.
Esperanças missionárias que ficarão a dever-se à ajuda de D. Pedro. –
6.
Perspectivas de boas relações comer­ciais entre o Japão e Portugal. –
7.
Plano de uma igreja de Nossa Senhora em Meaco e «negócio» de cento por um para benfeitores.
8-9
Morte do pirata que o trouxe ao Japão e recomendação de japoneses que vão conhecer Malaca.

1551
95
Ao Pe. Francisco Pérez,
Singapura c.
24 de Dezembro
1.
Está a chegar do Japão, onde ficou o P. Torres e o Ir. Juan Fernández. –
2.
Prepare-lhe tudo em Malaca para seguir na primeira nau para a Índia.

1552
96
Aos seus companheiros da Europa,
Cochim
29 de Janeiro
1.
Chega ao Japão.
2-3
O Japão e seus habitantes. –
4-12
Bonzos e bonzas. Seitas religiosas e suas crenças. –
13.
Em Kagoshima. Hostilidade dos bonzos. Redação dum catecismo sumário em japonês.
14.
A ilha de Hirado e a cidade de Ya­maguchi. –
15.
Na capital Miyako. Guerra civil. –
16-22
De novo em Yamaguchi. Apresentação de credenciais e prendas ao duque e licença para evangelização. Disputas com os bonzos. –
23-25
A doutrina do inferno aterra os japoneses. –
26-34
Mosteiros budistas, vida e doutrina dos bonzos. –
35.
Desconhecimento de quaisquer indícios cristãos anteriores no Japão. –
36.
Chamado ao reino de Bungo. –
37-39
Guerra civil na região de Yamaguchi, suicídio do duque e sucessor vindo de Bungo. –
40-41
De Bungo resolve vir à Índia.
42-45
Universidades do Japão e modo de as converter à fé.
45-46
Cosme de Torres e Juan Fernández ficam no Japão enquanto ele vem à Índia. –
47-49
Espírito curioso dos japoneses.
50-52
Influência cultural da China no Japão. Importância da sua evangelização. –
53-55
Ao chegar à Índia sente-se com saúde e forças para mais. Consolações missionárias. Tenta doutores e prebendados da Europa à missão do Japão e China.
56
Razão de escrever tão desordenadamente esta carta.
97
Ao P. Inácio de Loyola,
Cochim
29 de Janeiro
1.
Consolação com a carta de Inácio. –
2.
A experiência dura do Japão fez-lhe ver a necessidade de ser mais ajudado do que ajudar outros. –
3.
Desejo de vol­tar a ver Inácio. –
4.
Pede um reitor de mão de Inácio para o colégio de Goa. –
5-15
Pede Padres para as universidades do Japão: mestres, resistentes ao ambiente pagão, capazes de perseguições e dureza de clima, talvez nórdicos habituados ao frio. –
16-18
Ficam jesuítas em Yamaguchi, com esperança de enraizar bem a Igreja. Todo o esforço pelo Japão vale a pena. –
19-21
Importância da evangelização da China: a terra, cultura, escrita diferente do japonês mas entendida pelos intelectuais, já transcreveu para chinês o catecismo que usava no Japão. –
22-23
Encomenda-se às orações da Companhia e de toda a Igreja por intercessão de Inácio.
98
Ao P. Simão Rodrigues,
Cochim
 30 de Janeiro
1-5
Qualidades dos que venham a ser enviados para o Japão e, sobretudo, para a universidade de Bandu. Trabalhos e perigos que os esperam. –
6-8.
Enviem-se só selectos. Convida Rodrigues a vir para a China e pede-lhe que recomende ao Rei os cristãos da Pescaria.
99
A D. João III,
Cochim
31 de Janeiro
1-2.
Recomenda os habitantes de Malaca que com pessoas e bens se dis­tinguiram na defesa da cidade cercada.
3-24.
Apresenta várias pessoas que por seus méritos e serviços merecem gratidão e recompensa do Rei.
25.
Pede desculpa de tantos pedidos e deixa-os à liberdade do Rei.
100
Ao P. Paulo Camerino,
Cochim
4 de Fevereiro
1.
Morais e Gonçalves são despedidos da Companhia de Jesus. Teme que outros se sigam. –
2.
Outros desgostos. –
3.
Recados sobre alguns jesuítas. Cumprimen­tos ao Bispo.
101
Patente e Instrução ao P. Belchior Nunes Barreto,
Goa
29 de Fevereiro
1.
Patente de nomeação de Belchior Barreto para reitor do colégio de Baçaim. –
2.
Peça ao antecessor o estado das contas da casa. –
3-4.
Na administração futura poupe o possível para ajudar as outras Missões. –
5.
Na cobrança de rendas, sirva-se de intermediários leigos que o saibam fazer sem extorsões. –
6-8.
Modo de proceder com o povo, autoridades eclesiais e seculares do lugar, e na correspondência com o Rei.
102
Ao Pe. Gonçalo Rodrigues,
Goa
22 de Março
1.
Gostaria mais de falar pessoalmente. Adverte-o seriamente de alguns defeitos. –
2.
Seja obediente ao vigário local e peça-lhe as licenças devidas. Mantenha boas relações com os outros sacerdotes e dê bom exemplo ao povo. –
3.
Evite a presun­ção
4.
Siga o que Barzeu lhe escreve de sua experiência e o regulamento que Xavier tinha escrito para ele. –
5.
Peça perdão ao vigário. –
6-7.
Na pregação, evite escândalos. –
8.
Escreva-lhe. –
9.
Louva os jesuítas que ficaram no Japão. –
10.
Escreve-lhe como a um homem de virtude. Mostre a carta ao vigário.
103
Ao Pe. Simão Rodrigues,
Goa
27 de Março
1.
Recomenda André de Carvalho, que regressa a Portugal. –
2.
Dará notícias da Índia, antes de partir para a China. Profunda afeição que conserva a Simão Rodrigues.
104
Ao Pe. Belchior Nunes Barreto,
Goa
3 de Abril
1.
Procure restabelecer a boa fama da Companhia de Jesus em Baçaim. –
2.
Envia alguns à Missão. –
3.
Aprova o método seguido por ele na pregação. Seja humilde. –
4.
Leia com frequência os avisos que lhe deu. Aos escandalosos demita-os da Comp. de Jesus.
5.
Construa mais obra espiritual que obras materiais. –
6.
Envia Paulo Guzarate como intérprete. –
7-8.
Administre as rendas da casa segundo a intenção do benfeitor
9-10.
Zelo em variedade de trabalhos pastorais e boas relações com autoridades e povo.
105
Patente e Instrução para o P. Barzeu,
Goa
6 de Abril
1-2.
Nomeia o P. Barzeu reitor do colégio de S. Paulo (Goa) e Vice-pro­vincial na sua ausência para a China. O que fará se o Superior Geral mandar outro reitor. –
3-4.
Aos desobedientes, despeça-os da Companhia de Jesus e não readmita os que já foram despedidos. –
5.
Rendas e seu emprego. –
6-7.
Antes de três anos não se ausente de Goa a não ser que de Roma venha reitor substituto. Obediência de todos ao Superior provincial e local nomeados. –
8.
Privilégios que lhe comunica com poder de os comunicar a outros.
106
Cédula de sucessão do Vice provincial por morte
Goa
6 de Abril
1-3.
Quem há-de substituir como reitor do colégio de S.Paulo (Goa) em caso de morte
107
Ao P. Simão Rodrigues ou reitor do colégio de S. Antão (Lisboa),
Goa
7 de Abril
1.
Chegou do Japão e parte em breve para a China com três compa­nheiros.
2.
Para o Japão partem mais dois para aprenderem língua e crenças. –
3-4.
Missionários jesuítas que despediu e outros que elogia. –
5.
Envia André Fernandes à Europa para dar a conhecer melhor as necessidades missionárias do Oriente. –
6-8.
Qualidades requeridas nos missionários. Quer começar a organizar a formação para não ter de despedir mais. –
9-10.
Dificuldades que terão de en­frentar sobretudo no Japão. –
11-12.
Necessidade de empenhar o Padre Inácio em mandar missionários e formadores competentes.
13.
Pessimismo sobre candidatos recebidos na Índia. –
14-15.
Deseja que venha Mestre Simão e traga bons missio­nários consigo. –
16-17.
Pede notícias abundantes de Mestre Simão e do colégio de Coimbra. –
18.
Despache quanto antes para Roma o portador da carta, para que volte depressa à Índia.
108
Ao P. Simão Rodrigues,
Goa
 8 de Abril
1.
Recomenda dois japoneses que vão à Europa. –
2-4.
Inconvenientes de que as armadas espanholas tentem atingir o Japão. –
5-7.
Recomenda novamente os dois japoneses. Outros que convidou mas não quiseram vir do Japão. Que estes voltem bem impressionados e tragam muitos missionários jesuítas.
109
A D. João III,
Goa
8 de Abril
1.
Carta que lhe escreveu. –
2.
Mais dois jesuítas que partem para o Japão. –
3-5
Expedição e embaixada à China. Diogo Pereira como legado. Espe­rança em Deus. –
6.
Pede intercessão junto de Inácio para que mande missionários preparados e um reitor competente para Goa. –
7.
O reitor de Goa lhe escreverá. –
8.
Conselhos espirituais.
110
Ao P. Inácio de Loyola,
Goa
9 de Abril
1.
Da Missão do Japão. –
2.
Em breve parte para a China. –
3.
Des­pediu alguns da Companhia de Jesus, deixa Barzeu como reitor do colégio de Goa e Vice-provincial, e provê à sua sucessão no caso de morte. –
4-7.
Envia um Irmão a Roma para informar melhor sobre as necessidades da Missão no Oriente. Aponta tipo de missionários que precisa. –
8-10.
Pede sobretudo um Padre bem preparado pelo próprio Inácio para a formação e governo de jesuítas. –
11.
Formação requerida para os missionários. –
12.
Deseja sobretudo notícias da Companhia de Jesus e encontrar-se se pudesse com Inácio.
111
Nomeação do procurador M. Alves Barradas,
Goa
12 de Abril
1
Procuração que o Padre Mestre Francisco e colégio de São Paulo deram ao licenciado Manuel Álvares Barradas, procurador do dito colégio.
112
Mandato ao P. Barzeu
 Goa,
6/14 de Abril
1-2.
O que tem a fazer com António Gomes. –
3.
Severa intimação para André Carvalho.
113
Ao P. Alfonso Cipriano,
Goa
6 / 14 de Abril
1-2.
Repreende-o severamente pelo seu proceder com o vigário local: escân­dalo que dá a todos, pense na morte que se aproxima. –
3.
A mesma repreensão a Gon­çalo Fernandes seu companheiro. –
4.
Peçam perdão ao vigário. –
5-6.
A humildade sem desculpas só nos prestigia e dá autoridade. –
7.
Humildade e mansidão sobretudo com pessoas que têm mando. –
8.
Despedida afectuosa.
114
Instrução I ao P. Barzeu sobre administração temporal,
Goa
6 / 14 de Abril
1-2.
Documentos da casa a recolher e conservar
3-5.
Prioridades nas necessidades a atender. Pagar as dívidas. Pri­meiro os gastos com as pessoas, depois com os edifícios.
6-7.
Prudência em gastos com esmolas, contratos de arrendamento, e empréstimos à fiança doutros.
8-9.
Recados sobre correspondência epistolar, serviços domésticos, pagamentos por fazer, trabalhos sacerdotais.
10-11.
Recomendações de cuidado espiritual de alguns Jesuítas em for­mação.
12.
Envio de cartas para o Reino.
115
Instrução II ao P. Barzeu sobre governo,
Goa
6/14 de Abril
1.
Olhe principalmente pela sua alma. Modo de proceder como superior: amor e não aspereza, compreensão com os humildes, rigor com os soberbos.
2-3.
Cri­térios de admissão e de formação dos candidatos à Companhia de Jesus. Sobretudo de admissão ao sacerdócio. Prioridade desta responsabilidade sobre qualquer outra.
4.
Critérios de trabalho sacerdotal com as pessoas de fora.
116
Instrução III ao P. Barzeu sobre humildade,
Goa
6/14 de Abril
1
Razões para conservar-se e crescer em humildade, sobretudo como sacer­dote pregador. Nos pontos seguintes me ocuparei cada dia uma hora ou meia e no tempo mais apto e conveniente
117
Instrução IV ao P. Barzeu sobre o modo de proceder,
Goa
6/14 de Abril
1.
Lembra-lhe a Instrução anterior.
2-4.
Como proceder com os súb­ditos, especialmente com os desobedientes e soberbos.
5-6
. Critérios de admissão de candidatos à Companhia de Jesus, sua formação, profissão religiosa.
7-9.
Organiza­ção de intensa correspondência e mútua informação com os jesuítas da Missão e os da Europa.
10.
Carta a Inácio sobre o Jubileu.
11-13.
De novo, normas sobre admis­são à Companhia de Jesus e ao sacerdócio.
14-16.
Critérios de governo e de selecção de ministérios sacerdotais.
17-18.
De novo a correspondência epistolar.
19-20.
Boas relações com o Bispo e vigários paroquiais. Providências sobre o Jubileu.
21-23.
Distribuição dos novos missionários que cheguem da Europa.
24-25.
Em paz com os religiosos e vigários.
26-28.
Afastar-se de negócios seculares, ser prudente no trato com a gente, dedicar-se à juventude do colégio.
29.
Exponha ao Rei a actividade dos missionários e as ajudas que precisam.
118
Instrução V ao P. Barzeu sobre evitar escândalos,
Goa
6/14 de Abril
1-3.
Procedimento com mulheres.
4-8.
Reconciliação de casais desa­vindos.
9-10.
Prudência e bondade com o mundo.
11-12.
Boas relações com os religiosos e sacerdotes a todo o custo.
13-14.
Modo de proceder nas desavenças que possam surgir.
119
Ao P. Gaspar Barzeu,
Cochim
24 de Abril
1.
Pedidos chegados do Cabo de Comorim, morte do P. Paulo do Vale, necessidade de alguém que o substitua. –
2.
Necessidades do P. Lancillottto. –
3.
Ajuda a dar aos de Ormuz e Baçaim. –
4.
Deve e haver do colégio de Goa –
5.
Necessidades do colégio de Cochim. –
6.
A dívida de Álvaro Afonso ao colégio de Goa. –
7-8.
Quem há-de enviar para o Japão. Ele trata-lhes da viagem em Malaca. –
9-10.
Rigor nas admissões à Companhia de Jesus, vigilância sobre os que andam fora de casa, formação dos candidatos. –
11.
Cálice para o Cabo de Comorim e para o Japão. –
12-14.
Car­tas para ele, recado severo a Cipriano e recomendação dum bom sacerdote. –
15.
Livro «Constantino» que leva para a China. –
16.
Que o Bispo chame à ordem o sacerdote Ferrão. –
17-18.
Provisão a favor do colégio e dos missionários. –
19.
O menino Tei­xeira. –
20.
Jubileu para Cochim.
120
Instrução ao P. António de Herédia,
Cochim
24 de Abril
1.
Procure fazer-se amar. –
2.
Esmolas só através da Misericórdia local. –
3.
Dosear o rigor com a misericórdia no trato com os pecadores e ser humilde nas relações com o próximo. –
4.
Honrar o nome da Companhia de Jesus. –
5.
A autori­dade com o povo ganha-se com virtudes. –
6-9.
Oração sobre o trabalho sacerdotal: avaliação diante de Deus, sentimentos que lhe passam pela alma, tenha quem o avise de faltas. –
10-14.
Pedagogia nas confissões, cautela nas conversas.
121
Libelo suplicatório ao vigário de Malaca João Soares,
Malaca
Junho
1
Pede ao vigário de Malaca que, em nome do Senhor Bispo, manifeste a Álvaro de Ataíde a excomunhão em que incorre por impedir a livre circulação e acti­vidade dum Núncio apostólico.
122
A Diogo Pereira,
Malaca
25 de Junho 
1.
Por seus pecados e os de Diogo Pereira seu amigo, foi impedida a em­baixada portuguesa à China. –
2.
A sua dor por ter arruinado o amigo. Refugia-se na nau para não ser visitado. –
3.
Sente-se obrigado a escrever ao Rei para que indemnize o amigo de tantas perdas.
123
Ao P. Gaspar Barzeu,
 Malaca
13 de Julho
1
Facilite em Goa quanto puder o casamento de Afonso Gentil, resolvendo os impedimentos que possa haver
124
Ao P. Gaspar Barzeu,
Malaca
16 de Julho
1.
D. Pedro da Silva um dos seus maiores benfeitores na Índia. Bem diferente era seu irmão D. Álvaro de Ataíde a quem deseja que o Senhor perdoe. –
2-3.
Pague quanto antes a D. Pedro trezentos cruzados que ele lhe emprestou para uma dívida no Japão.
125
Ao P. Gaspar Barzeu,
Singapura
21 de Julho
1-3.
Perseguições em Malaca. Quer que se publique em Malaca a ex­comunhão em que incorreu D. Álvaro de Ataíde para que se arrependa.
4.
Espera encontrar alguém que o introduza na China.
5.
Encargos a Barzeu.
6-7.
Esmola e missionários para o Japão.
8.
Tenha especial cuidado com a Missão das Molucas.
9-10.
Deseja notícias da Índia e Portugal, pede orações, companheiros que leva consigo.
126
Ao P. João da Beira,
Singapura
21 de Julho
1.
Sentimentos interiores não são para comunicar a qualquer. Trate com o Bispo os assuntos da Missão.
2-3.
Ordena que regresse quanto antes às Molucas com os companheiros que possa levar. A Barzeu recomenda que ajude aquela Missão e consiga a revogação das provisões, antes dadas em favor do rei das Molucas.
127
Ao P. Gaspar Barzeu,
Singapura
22 de Julho
1.
Os que foram e irão para o Japão. Esmola a João Japão.
2.
O ouro a enviar para o Japão deve ser do melhor. O que devem levar os que forem para o Japão.
128
A João Japão,
Singapura
22 de Julho
1.
Recomenda-o ao Padre Barzeu.
2.
Conselhos espirituais.
3.
Reco­menda-o também aos PP. Pérez e Herédia.
129
A Diogo Pereira,
Singapura
22 de Julho
1.
Pena de que ele tenha ficado em Malaca. Agradecimento pelo bom trato que todos lhe dão na sua nau.
2.
Envia-lhe as cartas que escreve ao Rei e ao Vice-rei.
3-4.
Cuide da saúde, tenha cautela com a gente, procure aproximar-se de Deus nesta provação.
5.
Espera levar consigo à China mas devolver-lho-á se não conseguir entrar no país.
6.
Apresente ao Rei e ao Vice-rei as vantagens do comércio com a China e mande notícias.
7.
Recomenda ao Rei o vigário de Malaca, apesar de se ter passado para os partidários de Dom Álvaro nesta questão da China.
8.
Dirá aos prisioneiros portugueses em Cantão o que lhe devem. Visite com frequência os Padres do colégio.
130
Mandato ao P. Francisco Pérez,
Sanchão
22 de Outubro
1
Ordem de terminar a presença de jesuítas em Malaca e de ir para Co­chim onde será superior do colégio - mas sob a obediência ao reitor de Goa que é o Vice-provincial para todo o Oriente. O superior de Cochim irá para o Japão.
131
Mandato ao P. Francisco Pérez,
Sanchão
 22 de Outubro
1.
Feliz chegada a Sanchão. Ninguém o quer levar a Cantão. 
2.
Um mercador chinês compromete-se a levá-lo por 200 cruzados.
3-4
. Perigos de morte a que se arrisca. Mas teme mais desconfiar de Deus.
5-6.
Motivos de confiança em Deus e determinação de ir à China.
7.
Notícias dos companheiros, oferecimento de novo intérprete.
8.
Actividades sacerdotais na ilha de Sanchão.
9.
Entrega da casa e colégio da Companhia de Jesus em Malaca e mudança para Cochim.
10.
O que pensa fazer se não puder entrar na China. Recomenda o amigo Diogo Pereira.
132
A Diogo Pereira,
Sanchão
25 de Outubro
1.
Chegou felizmente a Sanchão. Espera o mercador chinês que se com­prometeu a levá-lo a Cantão.
2.
Gratidão a Diogo Pereira e ao seu feitor. –
3.
Quanto prometeu ao chinês para o levar a Cantão. Espera escrever-lhe como tudo correr. –
4-5
. Projectos, se não conseguir entrar por Cantão na China. – 6. Elogio a Francisco da Vila.
133
Ao P. Gaspar Barzeu,
Sanchão
25 de Outubro
1.
Não esqueça os encargos e orientações que lhe deu. –
2.
Os que foram e irão para o Japão. –
3.
Novos missionários para as Molucas. –
4-5
. Despeça ime­diatamente da Companhia de Jesus quem cometa pecados públicos com escândalo. Não readmita quem já foi despedido, e seja exigente na selecção de novas admissões. A quem confiar os serviços da casa. –
6-7.
Ainda não chegou o mercador chinês que prometeu introduzi-lo na China. Esperanças de ser bem acolhido pelo rei da China. –
8.
Pede orações.
134
Mandato ao P. Francisco Pérez,
Sanchão
12 de Novembro
1
Mandato de obediência para que deixe a Missão de Malaca e vá para a de Cochim, onde ficará a superior do colégio.
135
Mandato ao P. Francisco Pérez,
Sanchão
12 de Novembro
1-3.
Não descuide os recados que lhe confiou. Continua à espera do mercador chinês que prometeu introduzi-lo na China. Gratidão de todos os jesuítas a Diogo Pereira a que espera encontrar um dia na China. –
4.
Despede da Companhia de Jesus Álvaro Ferreira e recomenda-o para outra Ordem religiosa.
5-7.
Espera escrever já da China. Manda entregar as casas da Companhia de Jesus em Malaca a Vicente Viegas e abandonar a Missão na cidade sem demoras. –
8-9.
Volta a recomen­dar Ferreira para outra Ordem religiosa, deserção do intérprete, os companheiros que lhe restam, hipótese de entrar na China por Sião.
136
A Diogo Pereira,
Sanchão
12 de Novembro
1-3.
Profundo agradecimento. Oferece-lhe as suas orações e as dos seus missionários jesuítas. –
4-5.
Decidido a entrar na China nem que seja por Sião.
6.
Mais portugueses aprisionados pelos chineses. 
7.
Devolve a carta para o rei da China, porque já não espera realizar a embaixada. Mas vai tentar entrar por Sião nem que vá parar ao cativeiro.
8.
Deseja ter notícia suas.
137
Aos Padres. Pérez e Barzeu,
Sanchão
13 de Novembro
1-2.
Mostrem os documentos do Papa ao senhor Bispo e façam que ele mande publicar em Malaca a excomunhão de D. Álvaro.
3-5.
Motivos deste rigor para o futuro das missões.
6-7.
Apesar das grandes dificuldades pensa entrar na China.
8-9.
Urge a Barzeu as recomendações que lhe deixou, sobretudo acerca de admissões à Companhia de Jesus.
São Francisco Xavier
Obras Completas