Malaca (Malásia) 09/1545 - 12/1546

[*01 - EM MALACA - CURA OS DOENTES - MORTA QUE RESSUSCITA         

Todos querem ver o santo Padre –  O nosso infatigável Santo desembarcou em Malaca, a 25 de Setembro, depois da mais feliz viagem, e com a consolação de haver operado muitas conversões no mar, entre os marinheiros e passageiros...
Apresentou-se, sem demora, em casa do governador da cidade, a fim de obter dele os meios de seguir para Macassar; mas o governador, fazendo-lhe saber que um outro santo Padre estava já em missão naquela ilha, e que nenhum capitão sairia com aquele destino senão dali a alguns meses, Xavier conheceu que a vontade de Deus era que ele trabalhasse em Malaca, e no mesmo dia começou as suas pregações.
Estabeleceu-se no hospital, entre os pobres e os doentes, que para ele eram sempre os membros sofredores de Jesus Cristo; e neste pensamento chegou a amá-los com tão grande afeição que, se pudesse, não os deixaria nunca mais.
Na mesma tarde percorreu as principais ruas da cidade, agitando, de vez em quando, uma pequena campainha e repetindo em alta voz:
" Orai pelas pobres almas que estão em pecado mortal!"
A voz do apóstolo era suave, melodiosa, penetrante como uma voz do Céu, e os pecadores que o ouviam nas horas de prazer e de loucas dissipações, sentiam-na vibrar como um remorso no fundo da sua alma, não obstante a agitação exterior a que se entregavam.
A reputação de Xavier havia-o precedido desde muito em Malaca; havia também muito tempo que desejavam e esperavam ver ali, um dia, aquele a quem chamavam o santo Padre, e que todas as Índias portuguesas olhavam como o seu bem e sua propriedade. Por isso, desde a manhã do dia imediato ao da sua chegada, via-se o povo dirigir-se em massa para o hospital; todos desejavam ver o santo Padre dos portugueses e dos indianos, cujos inumeráveis prodígios tinham produzido tão grande eco por todos os países tributários de Portugal; todas as mães queriam apresentar-lhe seus filhos.
O amável Santo não se recusou a este empenho. Malaca era uma cidade perdida de vícios; ele desejava reformar os seus costumes, e para isto carecia de conquistar desde logo os corações.
Sabendo que o largo do hospital estava repleto de povo, que pedia em grandes alaridos para ver o santo Padre, Francisco Xavier apresentou-se àquela multidão e dirigiu-lhe algumas palavras tão amáveis que produziram lágrimas. Depois aproximou-se das crianças que todas lhe estendiam os braços; abençoou-as e chamou a cada uma pelo seu nome de batismo, como se já as conhecesse.
As mães choram de enternecimento e de felicidade; as crianças mostram compreender e apreciar a graça concedida à sua inocência; agitam-se nos braços de suas mães, sorrindo para o apóstolo, que as abençoava, enquanto os de maior idade procuram aproximar-se dele para beijarem a orla inferior da sua pobre batina, e alguns mais felizes conseguem beijar as suas mãos. Ele ia a. entrar no hospital quando um grande grito partiu daquela vasta praça:
-"Santo Padre! santo Padre! não vos retireis sem nos abençoar a todos!"
E toda aquela multidão se pôs de joelhos, e levantando as mãos para o santo Padre, suplicaram que abençoasse os pais assim como abençoara os filhos. Xavier lanceou-lhes a sua bênção, convidando-os a que viessem ouvir as suas pregações e instrução.
Desde a manhã seguinte o concurso foi prodigioso; a catedral não tinha capacidade para conter a multidão que se apresentava a ouvir o apóstolo venerado; mas aqueles cuja presença ele mais desejava, porque eram os mais culpados, não se viam ali!...

Catequese para todos onde estiverem - Contudo, a perseverança com que ele percorria, todas as tardes, as ruas da cidade agitando a sua campainha e repetindo: "Rogai a Deus pelas pobres almas que estão em pecado. mortal", foi coroada dos mais felizes resultados.
Em cada uma daquelas tardes muitos pecadores caíam em si ao ouvirem aquela voz que parecia vir do Céu para os tirar do abismo em que se achavam submergidos, escutavam o grito da sua consciência; viam o seu desgraçado estado, e apoderando-se das suas almas o arrependimento, fazia-os ir aos pés daquele cujo zelo e caridade assim os chamava.
Alguns resistiram, contudo, àquela voz do remorso, e Xavier, moderando o seu zelo, a fim de mais seguramente os chamar, procurou atraí-los a si pelo encanto do seu espírito e pela graça das suas maneiras.
João de Eiro assegurava que nunca vira o santo Padre tão amável como em Malaca; nunca descobrira tanto atrativo na sua angélica doçura. Conseguiu subjugar assim todos os espíritos. Um daqueles que mais tempo lhe resistira, dizia:
- "O Padre Xavier é o senhor da cidade; ele possui todos os corações".
Aqueles corações que o nosso Santo possuía tão completamente, deu-os ele todos a Deus; a regeneração foi completa em toda aquela cidade, pouco antes tão pervertida, a frequência dos sacramentos foi restabelecida, e concorriam ao tribunal da penitência com tanto empenho, que o apóstolo não era bastante para acudir àquele excesso de trabalho, conquanto parecesse multiplicar-se, porque ninguém se queria confessar senão a ele.
Além disto, em parte alguma operara Xavier tantas milagres como em Malaca; parecia que o poder divino se tornara seu, pois que tanto se comprazia Deus em conceder tudo às suas orações.

Cura a todos os doentes que lhe procura - Um dia, Francisco Xavier toma a mão dum pobre doente, prodigalizando-lhe as consolações que o seu coração sabia achar para todas as dores... e eis que o doente se vê curado no mesmo instante! Isto foi bastante; a notícia propagou-se imediatamente, dizendo-se que bastava só tocar-se nas mãos benditas do santo Padre para ficarem curadas as doenças mais rebeldes.
Desde então, todos que sofriam procuravam chegar-se ao Padre Xavier e tocar ao menos na ponta da sua batina os doentes que conseguiam esta felicidade voltavam curados. Bem depressa ele se viu cercado em todas as ruas por onde passava; levavam os doentes para junto dele, pediam-lhe que parasse, que os tocasse, que os abençoasse, e o coração do apóstolo, não podendo resistir àqueles lamentos de dor e de esperança, tocava os doentes invocando o doce nome de Jesus, e os doentes eram curados. Suplicavam-lhe que entrasse nas casas dos doentes impossibilitados de sair; ele entrava neles, ordenava aos enfermos que se levantassem em nome de Jesus, e os enfermos levantavam-se àquele nome.

Expulsa demônios - Antônio Fernandes, jovem de quinze anos, achava-se perigosamente doente, e sua mãe, desconsolada pelos maus resultados da ciência, vai consultar uma célebre feiticeira, apesar de ser cristã; havia sido pagã e sucumbia à tentação que a perseguia de recorrer ao seu antigo oráculo.
A feiticeira Naí leva ao jovem doente um cordão com o qual liga o seu braço e retira-se. Pouco depois, o jovem perdia a fala e lutava em horrorosas convulsões; os médicos, que foram chamados, declaram que ele não resistirá àquela crise. Uma amiga de Joana Fernandes diz-lhe então:
- Se chamásseis o santo Padre, ele curaria o vosso filho, tenho a certeza disso.
- Que lhe supliquem, pois, que venha! exclamou a infeliz mãe em soluços.
E o santo Padre correu imediatamente; mas o doente fez ouvir gritos de raiva à sua aproximação, e as suas convulsões redobraram. Xavier, oprimido pelo pensamento de que Deus permitira que o demônio se apossasse do jovem em que se haviam empregado meios culpáveis, pôs-se de joelhos, fez em alta voz a leitura da Paixão de Nosso Senhor, lançou água benta sobre o doente, e as convulsões e os gritos cessaram.
- Dai de comer a vosso filho, disse ele à mãe; amanhã celebrarei missa por ele e logo que esteja em estado de andar o levareis à missa por nove dias consecutivos, à igreja de Nossa Senhora do Monte.
Depois desta recomendação, o Santo desapareceu, e na manhã seguinte, enquanto oferecia o santo sacrifício, Antônio levantava-se cheio de saúde. Esta cura produziu alvoroço em Malaca pelas circunstâncias que a haviam precedido...

Ressurreição de uma jovem filha única - ...e ocupavam-se ainda dela, quando se soube que uma mãe, no desespero de ver morrer a sua única filha, corria por todos os lados à procura do santo Padre, que se dizia ausente. Ele estava efetivamente ausente e a criança morreu deixando a mãe louca de dor, e perguntando todos os dias pela volta do santo Padre. Finalmente soube da sua chegada; corre ao hospital, põe-se de joelhos aos pés de Xavier e diz-lhe, como outrora a irmã de Lázaro a Nosso Senhor:
- Meu Padre! se vós tivésseis estado aqui, minha filha, minha única filha, não morreria! Eu vos suplico, meu santo Padre, restituí-ma! Se vós quiserdes invocar tão somente o nome de Jesus, ela ressuscitará! Eu vos suplico, meu Padre, fazei-o!
A alma do nosso Santo regozija-se pela sinceridade daquela fé; o seu coração comove-se por uma tão grande dor; eleva os olhos para o céu, invoca o santo nome de Jesus, e diz àquela desconsolada mãe:
- Ide, feliz mãe, vossa filha está viva.
- Mas, meu Padre, há já três dias que ela está sepultada!
- Não importa; ide, fazei abrir a sepultura e aí a achareis viva.
A mãe corre à igreja, faz levantar a pedra que cobre o corpo de sua querida filha e encontra-a cheia de vida e de saúde. As testemunhas deste facto eram numerosas; todos o atestaram sob juramento.
Tão grandes milagres converteram um grande número de judeus e maometanos; ninguém resistia à vista daqueles prodígios constantemente renovados.

Articulação das missões - Xavier recebeu em Malaca, por um navio vindo de Goa, cartas de Roma e de Portugal. Elas anunciavam um reforço de obreiros evangélicos: os Padres Antônio Criminale, e Nicolau Lancilotti, italianos, e João da Beira, português, haviam chegado a Goa com o novo vice-rei Dom João de Castro.
O nosso Santo, depois de ter agradecido a Deus pela consolação que lhe traziam as notícias dos seus irmãos de Roma e a chegada dos três membros da sua querida Companhia, escreveu ao colégio de Goa para dar pronto destino aos novos missionários. Mandou que os Padres Criminale e da Beira fossem para a Costa da Pescaria com o Padre Mancias, e que o Padre Lancilotti ficasse no colégio como professor.

Visão profética durante a oração - Até então, Francisco Xavier evangelizava Malaca, havia três meses, com o mais feliz resultado, e dispunha-se a levar a fé às Molucas, quando um dia, durante a sua oração, Deus lhe fez conhecer que a cidade que ele acabava de reformar à custa de tantos trabalhos e na qual havia operado tantos milagres, não tardaria a abismar-se em novas desordens, e que em punição dos seus crimes seria assolada por uma guerra de muitos anos e dizimada por uma peste horrorosa.
Penetrado de doloroso sentimento, transmitiu o santo Padre as ameaças divinas à população, que pressurosa o cercava no momento da sua partida.
Exortou-os, vertendo lágrimas, a que vivessem sempre como bons cristãos, a fim de evitar a punição que a justiça de Deus reservava à sua recaída no pecado...
Mas no ano imediato, na ausência de Xavier, cada um se deixou arrastar pelo amor dos prazeres, as práticas santas foram insensivelmente abandonadas, resvalou-se por aquele rápido precipício, e viram-se submergidos num abismo de vícios sobre os quais caíram todos os castigos que o grande apóstolo havia predito.]

52
AOS SEUS COMPANHEIROS JESUÍTAS DA EUROPA
Malaca, 10 de Novembro 1545
Duma cópia em castelhano, feita em 1546
IHUS / Caríssimos em Cristo Irmãos:
A graça e amor de Cristo Nosso Senhor seja continuamente em nossa ajuda e favor.
Espera monção para ir a Macassar (Celebes). Actividades em Malaca. Recordações de S. Tomé e conversão alcançada aí dum mercador que traz consigo como companheiro de missão
1. Da Índia vos escrevi muito largamente de mim1, antes de par­tir para os Macassares, onde se fizeram cristãos dois reis2. Há mês e meio que cheguei a Malaca, onde estou esperando monção para ir aos Macassares. Partirei, Deus sendo servido, daqui a um mês e meio. Estão estes Macassares muito longe de Goa: mais de mil léguas3. Dizem os que vieram daquelas partes4, que é terra disposta para se fazer muita gente cristã, porque não têm casas de ídolos, nem têm pessoas que os movam a gentilidade5. Adoram o sol6 quando o vêem, e não há mais religião de gentilidade entre eles. É gente que uns com os outros sempre andam em guerra.
Depois que cheguei a Malaca, que é um cidade de grande tráfego de mar, não faltam ocupações pias: todos os domingos prego na Sé8, mas não estou tão contente de minhas pregações quanto estão os que têm paciência de me ouvir. Todos os dias ensino aos meninos as orações, uma hora ou mais. Pouso no hospital 9, confesso os pobres doentes, digo-lhes Missa e dou-lhes a comunhão. Sou tão importu­nado para confissões, que não é possível poder cumprir com todos. A maior ocupação que tenho é a de sacar as orações do latim para linguagem que nos Macassares se possa entender. É coisa muito tra­balhosa não saber a língua.
Quando parti da Índia, foi de um lugar de São Tomé, onde di­zem os gentios da terra que está o corpo de S. Tomé Apóstolo. Há, em São Tomé, mais de cem portugueses casados. .
Há uma igreja muito devota10, e todos têm [por certo] que está ali o corpo do glo­rioso Apóstolo11. Estando em São Tomé, aguardando por tempo para vir a Malaca, achei um mercador que
1 Xavier-doc. 48.
2 D. Luís, rei do distrito de Supa, e D. João, rei do distrito de Sião (cf. Xa­vier-doc. 48,5; 50,3). Não confundir com os príncipes de Ceilão do mesmo nome (cf. Xavier-doc. 51,2).
3 No Xavier-doc. 48,5 tinha escrito, erradamente, apenas 500 léguas.
4 O que Xavier já sabia por Paiva em Cochim, pôde completá-lo com o que sou­be em Malaca pelos companheiros que ele ali tinha deixado (cf. Xavier-doc. 48,5).
5 Não era bem assim, pois o próprio Paiva já em 1544 experimentara quan­ta oposição faziam os sacerdotes idólatras à nova lei, como refere em 1545 (SCHURHAMMER, Quellen 1754).
6 Sobre o culto do sol na ilha Celebes escreve BASTIAN, Borneo und Celebes, Berlin 1889: 53. Desde o sec. XVII o reino de Supa e de Sião (este junto a Cowa), passaram para o maometanismo.
8 Igreja matriz, de Nossa Senhora da Assunção, situada perto do rio e da forta­leza, no extremo noroeste da cidade, junto às muralhas, onde actualmente está o Hongkong and Schanghai Bank
9 O Hospital da Irmandade da Misericórdia (Hospital Real) ficava do lado oposto da Sé, no extremo sudoeste da cidade, junto às muralhas. Aí ficava também o Hospital dos Pobres (cf. EREDIA 5v e 46v).
10 A igreja sepulcral de S. Tomé, antiquíssima, estava em ruínas quando ali chegaram os portugueses em 1517, mas nos anos 1523-1532 foi restaurada. Desaparecida em 1673 com a destruição da cidade, foi pouco depois reconstruída pelos portugueses (SOUZA, Oriente Conquistado). Em seu lugar ergue-se hoje a catedral, construída em 1893-1896.
11 O sepulcro do Apóstolo S. Tomé está em Meliapor, segundo tradição constante dos cristãos daquela região. Aber­to o sepulcro em 1523, foram aí encontradas relíquias de ossos decompostos, um vaso cheio de terra ensanguentada e o ferro duma lança. Existe um amplo relatório de testemunhas de 1533 e, além disso, uma carta original dos portugueses de S. Tomé, enviada ao Rei em 1538, assinada por 21 pessoas. As principais relíquias do sagrado corpo tinham sido enviadas para Edessa no sec. III e daí para Chio em 1544 e de lá para Ortona (Itália) em 1258. Parte das relíquias encontradas em 1523 pelos portugueses, foram enviadas para Cochim, Goa e Baçaim; e um pedaço de costela e o ferro da lança ficaram em S. Tomé.

tinha um navio com as suas mercadorias, com o qual conversei sobre as coisas de Deus. Deu-lhe Deus a sentir que havia outras mercadorias das quais ele nunca tratou. De manei­ra que deixou navio e mercadorias e vamos os dois aos Macassares, determinado a viver toda a sua vida em pobreza, servindo a Deus Nosso Senhor. É homem de trinta e cinco anos. Foi soldado toda a sua vida do mundo, e agora é soldado de Cristo. Ele se encomenda muito nas vossas orações. Chama-se João de Eiró.

Consolação pelas cartas de Roma e Portugal recebidas em Malaca
2. Depois, em Malaca, deram-me muitas cartas de Roma e de Portugal12, com as quais tanta consolação recebi e recebo [todas as vezes que as leio], e são tantas as vezes que as leio, que me parece que estou eu aí, ou vós, caríssimos irmãos, cá onde eu estou. Se não corporalmente, ao menos em espírito.

Distribuição dos três jesuítas que chegaram com D. João de Castro a Goa
3. Os Padres que daí vieram este ano13, com D. João de Castro14, escreveram-me de Goa para Malaca. Agora lhes escrevo que vão para o Cabo de Comorim fazer companhia, dois deles15, ao nosso Irmão caríssimo Francisco de Mansilhas, o qual ficou lá com três Padres de Missa daquela terra, doutrinando os cristãos do Cabo de Comorim; o terceiro16, que fique no colégio de Santa Fé ensinando gramática.

Promete escrever mais longamente de Macassar e pede mais missionários
4. Por estar o navio com tanta pressa, não torno a escrever o que da Índia escrevi. Para o ano que vem, vos escreverei muito largamente da gentilidade dos Macassares. Sobretudo, caríssimos Irmãos, vos rogo, por amor de Deus, que todos os anos envieis muitos da nossa Companhia, porque fazem míngua. Para andar entre gentios, não são necessárias letras, mas que venham muito exercitados. Assim cesso, rogando a Nosso Senhor que nos dê a sentir dentro das nossas almas sua santíssima vontade, e forças para a cumprir e a pôr em obra.
De Malaca, a 10 de Novembro de 1545 anos.
Vosso mínimo irmão e servo, FRANCISCO

12 Entre outras, as de Inácio de Loyola (MI Epp. I), de Araoz (Epp.Mixtae I 197), Fabro (Fabri Mon. 413), Broet (34).
13 Criminali, Lancillotto, João da Beira. Sobre este último, ver Xavier-doc. 54.
14 D. João de Castro, nascido em Lisboa em 1500, serviu na Índia em 1538--1542 e lá voltou em 1545 como Governador, notabilizando-se então com a célebre vitória da libertação de Diu do poder muçulmano em 1546. Morreu em Goa no dia 6 de Junho de 1548, assistido por Xavier (SCHURHAMMER, Ceylon; cf. Xavier-doc. 65,1).
15 Revogou assim o plano anterior de estes missionários acompanharem os príncipes de Ceilão à sua pátria, visto que entretanto se adiou esse regresso e os príncipes acabaram por morrer em Goa em 15 de Janeiro de 1546. Naquela altu­ra, já trabalhavam em Ceilão os franciscanos desde 1543 com dois outros clérigos (cf. Xavier-doc. 55,1).

16 Nicolau Lancillotto, S.I., nascido em Urbino (Itália), entrou na Companhia de Jesus em Roma (1541 ou 1542), estudou em Coimbra em 1542-1544, partiu para a Índia em 1545, morreu em Coulão a 7 de Abril de 1558